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Memórias proibidas VII

A PRIMEIRA BROCHADA, UM MEMORÁVEL SUCESSO.
(Contém descrição de cenas inadequadas para menores)brochada.jpg

Capitulo I – Introdução

Tinha eu quatorze anos e todos os meus amigos já tinham perdido a virgindade seja na Zona ou com suas namoradas. Quando sentávamos na praça para troca de experiências sexuais eu me limitava a relatar causos que ouvira falar. Isso era de certa maneira humilhante, especialmente quando riam de mim.
Decidi que iria perde a virgindade a qualquer custo. - Imagina isso na década de sessenta com a idade de quatorze anos. O que hoje é corriqueiro entre os jovens e até banal, naquela época era um acontecimento para ficar marcado na historia. E este ficou, e como ficou.


Capitulo II - A preparação

Era uma sexta feira, por volta de cinco horas da tarde e eu a vi varrendo a calçada do outro lado da rua. Todos diziam que ela fazia programas por cinco cruzeiros. Pedi cinco cruzeiros adiantados para o meu primo, e ele indagou: - Pra que quer esse dinheiro se a semana que vem vou lhe dar o seu pagamento?
Quando revelei meio sem graça o que pretendia fazer naquele noite, ele enfiou a mão no bolso e me entregou um pacote de camisinhas importadas Made in China. – Se vai foder com uma piranha faça bem feito. Use isso no pau, vai que pega uma gonorréia. – Naquele tempo a preocupação maior era com a gonorréia. Bons tempos foram aqueles.


Capitulo III - O primeiro contato

Atravessei a rua, meio sem graça, tremendo, encostei na parede do prédio e a língua travou. Não sabia como fazer a abordagem. Ela vendo que eu estava ali por algum motivo que certamente ela já sabia perguntou: - Um jovem bonito e forte como você deve estar procurando algo especial.
Senti enrubescer. Quis falar, mas a voz não saiu. Ela percebeu a minha dificuldade, deu um sorriso e concluiu: - Cincão, ta bom pra você? Deu outro sorriso e continuou varrendo a calçada.
Depois de refeito do choque e tendo entendido que “cincão” era o preço por uma transa, minha língua pode articular algumas trêmulas palavras e marquei para as nove nos encontrarmos no escritorio, pela porta dos fundos.
Atravessei correndo a rua e fui contar para o meu primo que havia acertado uma trepada, como era o nome que dávamos a isso nos anos sessenta. Como não tínhamos motéis na cidade - aliás nem se falava nisso - ele liberou o escritorio com o sofá cama onde eu teria a minha primeira noite de orgia.


Capitulo IV - A ansiedade

Fui pra casa tomei um demorado banho e procurei relaxar. Meu primo me disse para não ficar muito ansioso para não brochar na hora H. – Não ficar ansioso era um sério problema. Ainda hoje, para mim, é complicado lidar com a ansiedade. Ele disse: - Não pense muito na “coisa” assim não terá problemas.
Nove horas da noite, sem um minuto mais nem menos lá estava eu aguardando a chegada da eleita. Passados cinco minutos das nove e nada da mulher aparecer. Pensei em atravessar a rua ir até o bar do outro lado e tomar uma boa dose de conhaque para aquecer, mas com certeza o dono do bar não me venderia uma cerveja - Imaginem se eu conseguiria uma dose de bebida alcoólica? – É, menor de idade só podia entrar em bares acompanhados dos pais, mesmo assim foi dos 14 aos 18 anos que tomei meus maiores e memoráveis pileques, mas isso é uma outra historia. Naquele dia eu não teria chance alguma, além do fato de que se saísse ela podia chegar e, não encontrando ninguém, fosse embora.
Fiquei mais dois longos cinco minutos e nada. Sentei no sofá e esperei quase uma hora. Já estava cochilando quando bateram à porta. De um salto, com o coração disparado, corri até a porta tropeçando em uma cadeira e derrubando alguma coisa que estava sobre a mesa, fui atender. Era ela.


Capitulo V - O encontro esperado

- Oi querido – abriu alguns botões da minha camisa e passou a mão pelo meio peito. Foi o suficiente para que meu pinto endurecesse. Ali mesmo na entrada, com a porta semi aberta, ela foi logo desabotoando as minhas calças, se abaixou e meteu a boca no meu falo, levando-me a loucura.
Prendi a respiração para não gemer alto. Tive a nítida sensação de que podia levitar. Meu cérebro explodiu em luzes multicoloridas como a de fogos de artifício. Uma orquestra, de liras angelicais, inundou meus ouvidos com musicas celestiais.
Ela sentindo que minha respiração se tornou mais ofegante, parou a falação sob os meus protestos – Logo agora que eu ia gozar? – Mas ela deitou-se no sofá, tirou a calcinha e me convidou – Vem!
Lembrei-me das recomendações do meu primo e procurei pelas ditas camisinhas. Creio que por estar ansioso na hora de trocar a roupa as deixei na calça que usei durante o dia. Uma duvida inundou meus pensamentos, consumar o ato sem a proteção ou deixar para outro dia. Mas o desejo de consumar o ato foi mais forte. Se pegasse uma gonorréia, um cancro, crista de galo ou coisa parecida, pra tudo isso havia remédios.
Atirei-me sobre suas pernas, beijando suas coxas como meus amigos descreviam suas orgias, mas foi ai que um bafo de sardinha podre inundou o ambiente.


Capitulo VI- Um memorável sucesso

O pinto imediatamente desceu e tive de conter a vontade de vomitar. Instintivamente abanei o ar que entrava pelas narinas com um meneio de mãos. Ela percebeu que a sua boceta estava mal cheirosa, levantou-se abriu a bolsa e pegou um frasco de desodorante intimo spray e borrifou, naquela coisa cheia de pelos, generosos jatos do seu “Mistral – o desodorante intimo da mulher”. Mas já era tarde.
Paguei-lhe o combinado e fui prá casa. A minha primeira transa tinha se transformado num tremendo fiasco, mas, pelo menos, a minha primeira brochada foi um memorável sucesso.


 

Didico a todos aqueles que já passaram ou passarão por momentos assim.
Lembre-se, voce não foi o primeiro nem será o ultimo, apenas mais um.
Antonio Emilio Darmaso Eredia